o sonho se derramou e eu acordei chorando meio desesperada. meu corpo todo doendo. os olhos ardendo. minhas mãos ainda fechando as malas do sonho, triste, triste.

tá difícil respirar. uma bigorna afunda em minhas costelas. noite passada sonhei que tinha covid. aguardava em um quarto escuro que um médico viesse me ver. ninguém aparecia. andava por entre corredores insalubres, buscando alguém que me ajudasse. uma mulher comia um prato de sopa em que jazia uma barata morta. eu sentia nojo, dor e falta de ar, mas não conseguia chorar. acordo mergulhada no redemoinho da minha cama, usando o travesseiro como salva-vidas.

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