eu sinto esse fogo dentro do meu peito, eu quero viver mais, começar coisas novas, gostaria de «ver a vida melhor no futuro» mas meu marte em escorpião não deixa.

hoje, acordei tarde, a cabeça pesa. como sempre, eis aqui uma pessoa que se entrega. pode ser só o destino ou essa coisa de alma gêmea. e nesse desatino entre a razão e a emoção, me entreguei ao amor como alguém sedento se entrega às águas de um oásis.

eu escolhi viver. apesar de. e se tem algo que estou aprendendo é que nessa conta do amor só é bom somar o que completa. seguir o coração não é falta de tino se a gente acerta o tom e não deixa nada nas entrelinhas. e por falar em linha, essa que liga o coração à razão como o fio de ariadne. eu vou tecendo o meu novelo e percorrendo o labirinto sem saber pra onde estou indo, mas esperando que seja pra um lugar bom.

outro dia sonhei que andava por uma estrada de terra e encontrava uma bifurcação. eu escolhi o sentido à esquerda e segui. me deparei com um furacão batendo um bit por milésimo de segundo. fiquei confusa e não sei se fui na direção certa, mas pago o preço dessa disritmia. bate bate bate. bit bit bit.

acordei agitada e juro por ganesha tatuado na minha coxa que hei de acertar o tom (e o caminho) porque se tem algo que eu desejo é chegar ao fim desta vida-labirinto de certo modo feliz, com os ganhos e perdas que me fazem como eu sou: ambígua-indecisa-incerta-dúbia-equívoca-bi-furcada-navalha, na carne e no juízo.

Photo by Einar Storsul on Unsplash

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