ontem sonhei com minha mãe. sonhei que ela minha abandonava outra vez.

deve ser por conta do lançamento do livro.

é tão estranho pensar que o acontecimento que definiu tudo o que eu fiz e quem eu sou derive não de uma morte física, mas de uma morte simbólica.

quando acordei lembrei da gigliogla cinquetti e da música dio come ti amo.

lembro que mamãe tinha um disco dela. acho que foi o meu primeiro contato com a música italiana que hoje detesto, apesar de amar o idioma. ela tocava repetidas vezes numa vitrola velha herdada do meu avô que depois foi substituída por um som estéreo, daqueles que tocavam vinil e fita cassete. eu gostava tanto de música que costumava ligar pra rádio tempo e pedir canções pra gravar nas fitas cassetes que roubava de um tio. não tinha dinheiro pra comprar a fita original.

hoje em dia, escuto quase nada, acho que aprendi a amar o silêncio.

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